sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Que homem é este?
Quantos adjetivos, os piores, cabem neste homem?
O homem que não reconhece a si mesmo mira-se no espelho.
E ri.
"Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto porque eles são pobres, chamam-me de comunista".
Dom Helder Câmara
"... Eu sei, me sinto seguro
Em todo rio me lanço
De todo cais me afasto
Molho cidades e campos
Em busca de encontrar
Caminho de outro rio
Que me leve no rumo do mar
Mas falta amigo, amiga
Meu coração é deserto
Amigo, amiga me aponte
O rumo de encontrar
Amigo, amiga ou um rio
E quem sabe um braço de mar...
Milton Nascimento
Cristina Núñez nasceu em Figueras, Espanha, 1962.
Fotógrafa.
Envolveu-se com drogas repetidas vezes, valendo-se de auto-retratos como terapia em momentos de crise.
Retratista talentosíssima, produziu, entre outros, o livro “Alguém para amar, O Retrato auto-experiência", pela The Private Space, Barcelona. Autobiografia em auto-retratos, fotos de família e textos. E um manual de auto-retrato, com exercícios, metodologia, teoria, detalhes de seus mais importantes workshops e belas imagens produzidas por alunos de suas oficinas de trabalho.
Se sobrar algum neste fim de ano, compre!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A presidenta eleita Dilma Rousseff incluiu na lista de convidados para a sua posse, no dia 1º de janeiro, todos seus ex-companheiros de prisão.
Bonito, justo, digno!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"Eu vou mal e irei pior ainda, mas aprendo pouco a pouco a ser só, e isso já é alguma coisa, uma vantagem, um pequeno triunfo".
Frida Kahlo, 1937

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O rio é largo.
E as águas são rápidas, escuras.
Lá no fundo, depois das corredeiras, faz uma curva aberta para a esquerda.
A mata é densa.
E os penedos, imensos, se jogam contra o rio, afunilando-o.
Ele olhava para aqueles lados todos os dias, acocorado na beira do barranco.
Deixava o embornal aberto para que os tizius, ariscos, comessem os restos do pão levado para a escola – já o conheciam, desde muitíssimo.
Tentou subir os penhascos, vezes e vezes, sempre só.
A madrasta ralhava por causa dos arranhões provocados pelos arbustos de batatas-do-inferno, que ali têm morada.
O mundo estava lá, pensava, além daqueles paredões.