terça-feira, 24 de maio de 2011

“... Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando de aproveitar
Beijei na boca de quem não devia
Peguei na mão de quem não conhecia
Dancei um samba em traje de maiô
E o tal do mundo não se acabou...”
O mundo não se acabou, Assis Valente.
Ó, lhó, lhó, rapagi, tás tolo, istepô, intiquento, miserento,digraçado! A pinta da tua mãe tá cheia de bicho berne! Tás querendo uma camassada de pau, sô amarelo? Num tô ti parando pelo valori dastainha, cadiquê tem peixe à migueli, magi pramode di ti dizê pra ti,caquí na Ilha num tem genti da tua parecença não. Sí tás brocado emaleixo, tudu bem é só pidi qui nós dãmu; magi si é a farsafé, e dimalinagi pra engabelar e morcegar nós, qui tamo aqui di sóli-a-sóli nomaió saragaço, ti acarqueto os zóio, ti assico a buçica, ti enfenco amão nas venta e ainda chamo os meganha pra ti alevá!
De um pescador de tainha, em Santa Catarina (Dicionário da Ilha – falar e falares da ilha de Santa Catarina).
"Me enchi desses autores contemporâneos. Vou voltar para o velho Lima, Machado, Guimarães Rosa. Não tem erro e não chateiam ninguém. Se quiser ser moderna, falo de Sarah Kane e outros mortos que já sossegaram o ego."
Beatriz Resende em debate com Alcir Pécora no Instituto Moreira Salles.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Cago tonéis de estrume líquido, dizia.
Em casa, trancado, torturava-se.
Evitava os filhos, costumeiramente.
Ela aparecia de vez em quando.
Fazia-lhe um agrado, não mais.
Juntava jornais, revistas, caixas de papelão, embalagens de ovos.
Não sabia bem por que.
Fedia.

terça-feira, 17 de maio de 2011

"… Eu sou uma metralhadora em
estado de Graça
Eu sou a pomba-gira do Absoluto."
Roberto Piva

sexta-feira, 13 de maio de 2011

"Aos poetas, tudo:
dor, fúria, melancolia.
aos demais, menos:
porra, flor, bom dia."
Celso Borges
Sexta-feira 13.
Arruda, comigo-ninguém-pode, pimenta, alecrim, manjericão, espada-de-são-jorge, abre-caminho e guiné!