segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O primeiro mercado do Rio de Janeiro foi projetado, no século XIX, pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny, na beira da antiga praia de D. Manuel, junto do largo do Paço.
Um novo mercado, bem maior, foi inaugurado pelo prefeito Pereira Passos em 1908, como parte das grandes obras de remodelação urbana. Tinha planta quadrada, com pavilhões longitudinais e cinco torreões octogonais – um maior no centro, com relógio, e quatro menores nos ângulos externos.
Em 1933, num desses torreões menores, começou a funcionar o restaurante Albamar. Nos anos 50, o mercado foi demolido para a construção do elevado da Perimetral, mas o torreão do restaurante Albamar sobreviveu, solitário, com sua belíssima estrutura metálica importada da Bélgica e da Inglaterra.
Desde janeiro deste ano. sob o comando do chef Luiz Incao, egresso do Copacabana Palace, o tradicional restaurante passou por reformas que deram novo aspecto ao lugar, sem desfigurá-lo. As ostras frescas ao limão acompanham bem a vista da Baía de Guanabara. Às receitas tradicionais como o Filé de badejo guarnecido de legumes, somam-se as novidades do chef, como o Congro-rosa à romana, com purê de batata-baroa e molho de tomate anchovado, e o Creme brûlé de goiabada e queijo de minas.
É hoje!
O dia está frio.
Vamos lá, então!
1. Preaqueça o forno a 175 ºC.
2. Ponha uma panela grande no fogo médio. Frite o bacon e a linguiça. O bacon deve soltar a sua gordura e a linguiça deve ficar levemente corada. Tire-os da panela com uma escumadeira e transfira para uma panela de ferro.
3. Passe a carne de porco cortada em cubos na farinha de trigo. Em seguida, frite a carne na gordura do bacon, até dourar. Com uma escumadeira, tire a carne da panela e coloque-a junto com o bacon e a linguiça. Na panela em que a carne foi frita, adicione o alho, a cebola, a cenoura, o cogumelo fresco, o repolho e o chucrute. Abaixe o fogo e cozinhe os legumes até que a cenoura esteja macia, cerca de 10 minutos. Não deixe que os legumes escureçam.
4. Acrescente o vinho. Com uma colher de pau mexa a panela, tentando soltar qualquer resíduo de carne, de farinha ou de legume que possa ter grudado no fundo. Junte a folha de louro, o manjericão, a manjerona, a páprica, o sal, a pimenta, as sementes de cominho-armênio e a pimenta-caiena. Cozinhe por 1 minuto.
5. Misture o cogumelo seco, o molho de pimenta, o molho inglês, o caldo de carne, o extrato de tomate e o tomate pelado. Aumente o fogo, até que o molho comece a ferver. Ponha o molho com os legumes junto com as carnes. Tampe a travessa.
6. Asse no forno preaquecido por 2 1/2 a 3 horas, até que a carne esteja bem macia.
O "Bigos" é uma receita polonesa de tradição secular, absolutamente divina.
Mãos à obra!
Satiagraha, Castelo de Areia, Sucuri, Nicotina II, Trânsito Livre, Praga do Egito, Cavalo de Tróia, Anaconda, Setembro Negro, Medusa, Paz no Campo, Feliz Ano Velho, Soro, Pandora, Matusalém, Barrilha, Pindorama, Rosa dos Ventos, Zumbi, Farol Da Colina, Poeira No Asfalto, Midas, Saia Justa...
Quem será que dá nome às operações da Polícia Federal?
Em 1985, foi instalada na Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio, a escultura flutuante "Estrela do mar" com 20 metros de diâmetro e 20 toneladas, de Tomie Ohtake.
A peça suscitou grande polêmica entre os ambientalistas, xiitas e verdes de plantão, que a consideraram uma profanação àquele espelho d´água.
O imbróglio arrastou-se por um bom tempo, envolvendo gestores públicos, cronistas e personalidades cariocas.
Contudo, negligenciou-se a única discussão cabível: o valor artístico da peça, que era uma bosta!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

"Não defendemos nem um Estado mínimo nem máximo. Defendemos e lutamos, isso sim, por um Estado que, a partir de suas peculiaridades, cumpra suas finalidades públicas".
Miguel Arraes, 1991
"Eu contei uma,
Contei duas, dezesseis,
Me zanguei,
Não conto mais.
Quantos anéis
Ourives faz?
Quanto rapaz
Anda no mundo sem mulher?
Quando o branco mata a vaca.
Quem tira o couro sou eu,
Bacalhau de sete perna
Nas costelas de Mateu.
Ó meu mestre, contra-mestre
Já deu hora de lição;
Não me dê de palmatória
Que me dói no coração".
Reisado de Mussambê de Juazeiro
"Ouro Preto, uma constante em sua obra a partir de 1944, marca-o para sempre. Ambos têm a sorte de terem se encontrado várias vezes do seu alto, em frias manhãs cheias de névoas que vão, aos poucos e em frente a seus olhos, despindo-se pela diluição, expondo a beleza de suas montanhas, casas e igrejas que surgem como se flutuassem do espaço mágico. A cena é eletrizante e a paixão, fulminante. Guignard cai de amores pela cidade e pela suave luz, a qual, refletida pelas montanhas, reverencia o barroco puro. E ela, reconhecendo a grandeza dele, aceita, cheia de gratidão, aquele que estava a seus pés e que mostraria sua beleza ao mundo, acolhendo-o para sempre. Ela se entrega e ele torna-se seu dono. Guignard pinta suas “imaginantes” ou “imaginárias” paisagens de Ouro Preto, como as chamou Lélia Frota. Mas não se imagine que essas paisagens surgiram de sua fantasia de artista. Elas estão lá nesse momento, concretas, objetivas e esperançosas como uma adolescente apaixonada, esperando pela volta do poeta que as imortalizou; no mesmo local onde, um dia, se conheceram e se amaram. Se você tiver a paciência de um fantasma, poderá ficar de tocaia no lugar onde ele pintava e presenciar, numa dessas arrefecidas madrugadas de inverno, o idílio entre o velho artista que volta, flutuando numa nuvem de suas paisagens soprada por zéfiro e emoldurado por guirlandas de querubins, para a repetição do encontro imortal do gênio com a natureza".
Carlos Perktold