terça-feira, 31 de agosto de 2010

A Triumph estava em crise no final dos anos 1950.
Foi quando surgiu Giovanni Michelotti, que aceitou o convite para criar um roadster de dois lugares para substituir o TR3.
E tentar abreviar a agonia da Triumph.
O italiano havia trabalhado na Carrozzeria Vignale, empresa familiar de Turim que fazia projetos para os grandes fabricantes e também construía carros com marca própria.
Rápido, apresentou a Harry Webster, chefe do departamento técnico da Triumph, no final de três meses, uma releitura do TR3 – um roadster de linhas puras e detalhes surpreendentes que seria lançado em 1961 com o nome de TR4.
O TR4 tornou-se um dos carros mais cobiçados para competições de rali e provas de endurance, além de ter conquistado, merecidamente, o título de um dos carros mais charmosos da sua época.
Insone, deparei-me, depois de muitos anos, com a imagem de meu corpo nu projetada no espelho do banheiro do hotel.
Os pentelhos esbranquiçados surpreenderam-me, não o bastante para levar-me ao desconforto.
Dei-me conta, apenas, que estou envelhecendo.
E lembrei-me do que me disseram um dia: a velhice não é para os covardes.
Por que, então, gratificar o coveiro por algo que ainda não aconteceu?
Confronto-me, dia após dia, com a degeneração descontrolada de partes inegociáveis de mim...
Por que a imposição consensual de que devo dividir isso com alguém?
O tom de voz surpreende-me quase sempre, conflitando-me com aquilo em que me transformei.
Não há deformações aparentes, reconhecem-me aqui e ali, mas a pele, seca, revela finíssimas ranhuras que me causam repulsa e asco.
E essa culpa?
Expulso-os, furtivamente, e vejo, nos outros, distantes de mim, os disfarces tão flagrantes que teimo em exercitar e que me deformam mais ainda, ridicularizando-me.
Ah, os stents. Qual é, mesmo, a estimativa correta do diâmetro de referência proximal e distal dos vasos-alvo? E sua correlação com as medidas feitas pelo ultra-som intracoronário, será menos intensa?
Tenho que me lembrar de comentar isso com ele...
Philip.
Por que não James, Paul, Michael, Nick, Jackson, Joseph?
Ligo para ela, depois de tantos anos?
"No coco do Norte tem Pedro, tem Joca
Tem Dida, tem Noca, tem Paulo, tem João
Tem Chica Cancão, Didi Sebastiana
Dedé e Joana na palma da mão
Isso assim é coco nunca foi baião".
Jackson do Pandeiro

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Diana Krall virá ao Brasil para fazer quatro shows em setembro - dois em São Paulo, um em Brasília e outro no Rio.
Krall vem ao Brasil para apresentar a turnê "Quiet Nights", que revisita o gênero imortalizado por Antônio Carlos Jobim, com direito a regravação de três clássicos do mestre.
A produção musical é assinada por Tommy LiPuma e os arranjos são de Claus Orgeman, com quem já havia trabalhado no multi-platinado "The Look Of Love", em 2001.
Acompanham Diana Krall os músicos Anthony Wilson (guitarras), John Clayton (baixo), Jeff Hamilton (bateria) e o brasileiro Paulinho da Costa (percussão).
Do repertório, fazem parte "Where Or When", "Walk On By", "Este Seu Olhar" e "So Nice".
Confirmadíssimo!
Cotação do dia:
Peter Luger Steak Sauce, box of 6 bottles - $34.20 + Shipping.
"O Brasil é mesmo assim:
Prostituta tem prazer,
Vagabundo tira férias,
Se trabalha sem comer
E quem dá o ás-de-copas,
Dá, mas não pode doer".
Miguezim de Princesa
“Isso eu falo porque aconteceu mais meu pai. Foi dado um dia de serviço para um velho de nome Sanderlau por 2 litros de sal. E a mercadoria que levava o que era? Couro de gado, couro de gato, couro de catitu, era o dinheiro que levava” explica Eliseu, ancião da comunidade e que guarda, na memória, a saga vivida por seus ancestrais. “De descida o couro, de subida o sal”, acrescenta. O rio Tocantins se transformou, por mais de um século, em via do sal. Repetiu-se, nesse rio do sertão brasileiro, o fenômeno da Via Salária de Roma e do caminho do Sal dos Andes, que partiu de Buenos Aires e povoou o oeste, na direção do Chile. A mitologia em torno do sal ainda atravessa os Alpes franceses, o Saara africano e chega à Índia, quando Mahatma Gandhi promove a ruidosa marcha do sal. Os barcos eram chamados de batelão ou botes, e sua capacidade variava de 150 arrobas a 2 ½ toneladas. Na descida, levavam seis meses de viagem vencendo 2000 quilômetros de rio. 4/5 de cada barco eram ocupados pela carga de sal. Os Calunga não eram os únicos a se lançarem nesta travessia vital, mas de certo era a mais distante comunidade a usar o rio para este fim e, também, os que mais adversidades enfrentavam. Além das inúmeras cachoeiras e a enorme distância, os Calunga tinham que navegar escondidos e buscar ajuda em comunidades irmãs como os quilombos Balique, Buritizal e Igarapé Preto. Ademais, tinham que refazer o caminho rio acima com o barco carregado no limite da sua capacidade, basicamente de sal. Quem conta como era feita a viagem é o velho Casimiro, também da cidade de Paranã, a última antes de adentrarmos o território calunga seguindo rio acima.
“Chovia muito naquela época, chovia muito, o rio enchia, e como que esse bichos viajavam? Através de gancho e forquilha, agarrando galho de pau, o proeiro na frente com o ganchos jogando e puxando...”.
André Portugal Braga